Jornal Dia: Cinco mil servidores se aposentaram no INSS

O vice-presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores Públicos da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), Paulo César Régis de Souza, disse ao Blog a ANASPS, que “passamos hoje o elevado quantitativo de cinco mil servidores do INSS que se aposentaram de 04.01.2017 a 20.02.2019. É uma situação inusitada e temerária para o futuro de uma Previdência que tem 60 milhões de segurados e 35 milhões de beneficiários e reveladores da omissão do Estado sobre o futuro dos brasileiros. Sinceramente, temo um colapso do INSS. Logo agora que o ministro Paulo Guedes compôs sua diretoria”.

“No INSS se repete o que aconteceu em Brumadinho/MG. 

O Departamento Nacional de Produção Mineral não tinha fiscais para fiscalizar as barragens. 

O INSS está sem servidores para manter o padrão de atendimento desejado por seus segurados e beneficiários. 

Há milhões de benefícios represados. Outros 12.000 servidores estão recebendo o abono de permanência em serviço e podem se aposentar. Há o risco inclusive do INSS perder a cultura e a expertise, o seu patrimônio imaterial de 96 anos, na concessão e manutenção de benefícios. O governo Temer foi omisso e deixou de atender as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) para reposição de recursos humanos. Aguardamos uma posição do Governo Bolsonaro”.

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“Mesmo com a redução progressiva de mão de obra, os servidores tiveram que aumentar sua produtividade (ainda que em condições adversas) para atender a crescente demanda, suscitada por se temer os efeitos das propostas de reformas da Previdência (de Temer e Bolsonaro)”.

Paulo César revelou ainda que, em 2017 deram entrada 9,3 milhões de pedidos de benefícios e 2018 outros 9,1 milhões. Em 2017, foram concedidos 4,9 milhões de benefícios e em 2018, 5,1 milhões.

Paulo César denunciou que a rede de atendimento do INSS está sucateada. “Há muitas unidades fechadas e outras operando com poucos servidores. Isto inclusive põe em risco a ofensiva do governo para o combater às fraudes. O que precisamos, com urgência, é de mais servidores. É estúpida a decisão de serviço público sem servidores, de substituição de servidores por computadores. Não há uma só cidade no Brasil, de suas 5.565 que não tenha um contribuinte ou um aposentado. Imaginar que o INSS não precisa de servidores é um disparate. A previdência lida com pessoas, com uma imensa diversidade e interesses diferentes”.

Paulo César recordou ainda que em visita a Anasps, o presidente do INSS, Renato Vieira, assinalou que estava se inteirando da situação e que concordava que a falta de servidores era preocupante e que a solução seria a realização de concurso. “Particularmente torço para que o Secretário Rogerio Marinho, passada a tensão da proposta da reforma previdenciária, lhe para dentro do INSS e encaminhe uma solução que contribua para que seja evitado o colapso”.

Há notícias ainda não confirmadas, de que o INSS teria solicitado concurso para o preenchimento de 5.676 vagas, sendo 3.984 de técnicos (nível médio) e 1.692 de analistas (de nível superior) do Seguro Social. Haveria verba orçamentária, aguardando-se tão somente que o Ministério da Economia autorize o concurso. 

(Jornal Dia Dia)

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